Wabi-Sabi

Wabi-Sabi significa ao mesmo tempo visão de mundo, filosofia de vida, tipo estético e, por consequência, principio do design. O termo reúne dois conceitos japoneses diferentes: wabi, que se refere a uma espécie de beleza transcendental produzida por imperfeições sutis, como a cerâmica que tem o toque único do artesão; e SABI que defende que a beleza vem com o tempo.

Em muitos sentidos, os principais ideais estéticos do wabi-sabi (impermanência, imperfeição e incompletude) são contrários aos valores estéticos ocidentais tradicionais. Que reverenciam a simetria das formas artificiais e a durabilidade dos materiais sintéticos, enquanto o wabi-sabi prefere a assimetria das formas orgânicas e a transitoriedade dos materiais naturais.

No entanto não deve ser interpretado como uma estética desleixada ou desorganizada. Sua característica essencial é de que um objeto ou ambiente pareça ser respeitado e cuidado. A estética não é desordenada – ela apenas tem uma ordem natural.

Com a ascensão do movimento em prol a sustentabilidade, os ideais ocidentais começam a evoluir em direção ao wabi-sabi. Uma decoração inspirada no wabi-sabi seria limpa, minimalista, usaria materiais sem acabamento, como madeira, pedras, em uma cartela de cores neutras.

Wabi-Wabi é uma estética humilde, porém sofisticada. Uma leveza consciente de ser e de não ostentar. Sofisticada pois é preciso ter um nível de entendimento mais profundo sobre as coisas, de que não são somente coisas e que seu uso imprime memórias e um fluxo energético.

O aprendizado é que precisamos aprofundar o nosso olhar e a nossa percepção sobre as coisas e objetos que nos rodeiam. Enxergar a belezas do cotidiano e do tempo.

Para os japoneses a beleza é imperfeita, incompleta e impermanente.

 

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