Receita do dia: O processo criativo na prática

Receita do dia: O processo criativo na prática

Como uma idéia criativa vem para você? De onde é que vem o processo criativo e por que isso ocorre?

Estas são questões que, como humanidade, pedimos durante séculos, principalmente porque o processo continua a nos confundir. Podemos fazer muitas coisas incríveis, mas simplesmente não conseguimos descobrir o que está acontecendo nos nossos cérebros quando surge uma idéia ou uma solução para um problema.

Durante muito tempo na história do pensamento humano, a criatividade foi pensada apenas como: misticismo, magia, incompreensível.

Os gregos antigos costumavam acreditar que a criatividade era concedida por um ser superior. Os romanos acreditavam que uma musa criativa era um guia espiritual que visitaria aqueles que estavam abertos a realizar grandes trabalhos ou feitos.

Muitas pessoas hoje ainda acreditam que a criatividade é concedida através de algum poder divino ou talvez um dom de outro mundo. Então, ao explorar o processo criativo, precisamos entender de onde surgem as idéias.

O que sabemos hoje é que o cérebro trabalha através de conexões de caminhos neurais. Você experimenta alguma coisa (por meio de seus cinco sentidos) e as redes do seu corpo, todas reagem de acordo. Quando essas redes continuamente se tornam ativas, elas criam um tipo de “memória”. E essas memórias são formadas para muitas, muitas, muitas coisas; incluindo coisas como o barulho de um carro, o canto de um pássaro no parque, ou a cor dos sapatos de um estranho no metro.

Tudo isso se torna extremamente importante para o processo criativo em uma etapa posterior.

Mas o primeiro passo para o processo não tem nada a ver com suas experiências ou conhecimento. Em vez disso, o primeiro passo para o processo – acredite ou não – é intenção.

Imagine que você está tentando decifrar um enigma, e você tem a caixa de peças separadas na sua frente. O primeiro passo para descobrir o enigma é querer resolver o enigma. Ual !!! Só isso? Sim, mas este só isso é muita coisa, acredite. E esse também é o primeiro passo para o pensamento criativo.

O cérebro está fazendo tantas conexões e continuamente executando processos de rede por conta própria, mesmo quando estamos dormindo. Então, se você tiver um problema para resolver, ou um projeto que você precisa trabalhar, ou um profundo desejo de satisfazer algumas necessidades criativas, você pode contar com o seu cérebro para, naturalmente, querer trabalhar com isso.

Então, temos o primeiro passo, a intenção. E sabemos que vamos querer colocar o enigma criativo em frente a nós. Mas e agora, o que fazemos?

O próximo passo no processo é explorar e reunir.

Como colocar um quebra-cabeça junto, precisamos reunir todas as peças em um só lugar. Neste exemplo, as peças de um enigma são simplesmente memórias ou experiências com vários objetos ou situações. Cores e formas, sons, filmes, pessoas que conhecemos, livros que lemos, comida que provamos, roupas que experimentamos, relacionamentos que tivemos, sonhos que sonhamos, todos contam como peças para o nosso quebra-cabeça .

Seu cérebro naturalmente classifica através de peças que podem parecer que se encaixam e aquelas que não. Para a criatividade, nosso cérebro está naturalmente fazendo esse processo de coleta já (novamente: criando memórias de coisas que experimentamos durante o nosso dia). Mas podemos adicionar ao processo explorando mais, onde é o verdadeiro olhar criativo (identificando onde podem existir novas peças que não temos, ou procurar por peças únicas, mesmo que não apareçam na caixa do quebra-cabeça). Isso faz surgir novas combinações e automaticamente novos resultados.

Esse estimulo é mental e concreto, ou seja temos informações e precisamos entender de que forma elas encaixam. Porém o pulo do gato do processo criativo é atingir o mental abstrato. Uma vez que haja o entendimento atravessamos o portal do saber com metáforas e analogias, vendo além do que está manifestado.

Receita básica do Processo Criativo:

  1.  Intenção – querer resolver
  2. Coletar informações – ou as peças individuais que podem ser parte do enigma
  3. Explorar – procurar peças que podem estar faltando, vendo tudo o conteúdo de forma abstrata.
  4. Ação – prototipar, executar de fato a ideia.

Agora que você tem peças para trabalhar, comece a juntar tudo fisicamente, vendo onde as coisas se encaixam e onde não fazem sentido.

Ser criativo significa ser apaixonado pela vida. Você pode ser criativo somente se você ama a vida o suficiente para querer realçar sua beleza, trazer um pouco mais de música para ela, um pouco mais de poesia para ela, um pouco mais dança a ela.” – Osho

Bom trabalho!

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