ideias biônicas da natureza

Processo Criativo: Ideias biônicas da natureza.

A mãe natureza é sábia. Já observou quantos problemas de plantas, animais e até do homem ela já resolveu? Por exemplo, as plantas sabem como buscar a luz do sol para se desenvolverem plenamente. Além disso, a natureza criou mecanismos para que fosse possível que os morcegos enxergassem sem possuir olhos, as cobras andassem sem ter penas, dentre milhares de outros exemplos.

A técnica que aprenderemos a seguir busca analogias entre o problema que possuímos e a natureza. Chamamos de “ideias biônicas” aquelas que a natureza utilizou para resolver seus próprios problemas e que muitas vezes nós podemos também usar para resolver nossos próprios problemas.

Vejamos o exemplo do voo dos pássaros: os ossos pneumáticos das aves e o uso adequado que elas fazem das diversas camadas de ar inspiraram diversos cientistas não apenas a criarem o avião, mas também aperfeiçoa-lo. Graham Bell usou características da orelha humana para inventar o telefone.

Em uma tarde de 1941, George de Mestral, um engenheiro suíço, pisava sobre a grama tentando não fazer barulho. Ele estava tentando capturar a maior e mais gorda mosca rainha para a sua coleção, mas voltou para casa sem encontra-la. No entanto sua calça teve sucesso pegando centenas de carrapichos. Intrigado como eles podiam agarrar de tal forma a roupa, George resolveu então observar em seu microscópio os carrapichos. Ele viu que eram cobertos por pequenos ganchinhos e depois resolveu analisar as próprias meias e viu que as fibras tinham lacinhos que ajudavam a prender os ganchos. Concluiu então que os carrapichos poderiam agarrar qualquer tecido ou coisa que tivesse esses lacinhos.

Essa estrutura deu a Mestral o insight para criar dois tipos diferentes de tecidos e que juntando os dois teria uma espécie de adesivo. Nasce ai o nosso conhecido velcro. Trabalhou nisso durante 8 anos para dominar a técnica e sua invenção hoje está em todos os lugares. O velcro também ajudou a manter unido um coração humano durante a primeira cirurgia de coração artificial. Está em tanques de guerra e na  parede de muitas casas prendendo ferramentas. Até a NASA usa dentro dos capacetes espaciais. Enfim uma indústria inteira foi criada através de uma simples observação e curiosidade pelos fenômenos da natureza.

Processo Criativo: Ideias biônicas

Objetivo: 

Ajudar os participantes a gerarem o máximo de ideias criativas o possível e a aprenderem a utilizar atividades de geração de ideias.

Para quem:

Pode ser aplicada individualmente ou pequenos grupos de 4 a 7 pessoas.

Material: 

Flip chart, folhas de papel, post-it, canetas coloridas.

Formulário:

Em uma fola escreva o título do problema. Claro e objetivo. Títulos claros contêm um verbo e um objeto, exemplo: “Como aumentar as vendas”, “como diminuir custos com a produção”, etc.

Tempo: 30 minutos

Como: 

  1. Distribua os formulários contendo o título do problema e peça para cada um escrever o mesmo título no flipchart.
  2. Cada participante vai procurar descobrir e escrever os processos por detrás do problema. Exemplo: Se você quer diminuir os custos de produção, qual seria o processo por trás do alto custo: muitos funcionários, custo de matéria-prima, valor dos impostos…etc.
  3. Após descobrirem os grandes responsáveis pelo problema, solicite que pensem em soluções biônicas. A natureza já resolveu algum problema similar a este? Nesta parte é interessante convidar algum especialista da área de biologia ou similar para co criar com o grupo.
  4. As ideias serão compartilhadas em post-its e pode-se abrir uma discussão com todos no final, a fim de gerar os caminhos para a solução da questão.

Algumas pessoas tem dificuldades em gerar as analogias biônicas. Uma solução é listar o máximo de processos e princípios encontrados na biologia, como, osmose, meiose, mimetismo. Levar para a sessão livros de biologia, computadores com acesso a internet e o próprio especialista convidado que pode dar uma pequena palestra de estímulo.

Este é um processo que pode ser aplicado mensalmente em conversas e sessões dentro de empresas. Quanto mais o cérebro expandir para pensamentos analógicos mais soluções podem ser encontradas e até mesmo prever problemas.

 

 

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