existe uma ciência da criatividade?

Existe uma ciência da criatividade?

A criatividade é muitas vezes definida como a capacidade de apresentar idéias novas e úteis.
Não é apenas a sua capacidade de desenhar uma imagem ou projetar um produto. Todos nós precisamos pensar de forma criativa em nossas vidas diárias, quer se trate de fazer o jantar usando os restos que estão na geladeira, ou de fazer uma fantasia de carnaval com roupas no armário.

As tarefas criativas variam do que os pesquisadores chamam de criatividade “Little C” – que seria como por exemplo, fazer um site, elaborar um presente de aniversário ou criar uma brincadeira engraçada – e criatividade “Big-C”, como compor um poema ou projetar um experimento científico .

Os pesquisadores de psicologia e neurociência começaram a identificar processos de pensamento e regiões cerebrais envolvidos com a criatividade. Evidências recentes sugerem que a criatividade envolve uma interação complexa entre o pensamento espontâneo e controlado – a capacidade de pensar espontaneamente idéias e avaliá-las deliberadamente para determinar se elas realmente funcionarão.
Apesar desse progresso, a resposta a uma pergunta permaneceu particularmente difícil: o que torna as pessoas mais criativas do que outras?

Em “The Unleashed Mind”, Shelley Carson escreve que as variações genéticas podem tornar o cérebro de algumas pessoas mais aberto a pensamentos, sensações e comportamentos que não ultrapassam os filtros mentais da pessoa comum. Essas mesmas variações também podem explicar por que muitas pessoas altamente criativas parecem excêntricas às vezes – ou mesmo sofrem de doenças mentais.

Apesar dessas variações genéticas, “a educação pode ainda representar a grande parte do gênio”, escreve Dean Keith Simonton em “The Science of Genius“. A prática, treinamento e exposição a ideias e experiências desconhecidas desempenham papéis essenciais na formação da criatividade. Mesmo algo tão simples como viver em uma grande cidade promove a criatividade porque o contato próximo com outros seres humanos gera novas idéias, explica Edward Glaeser em “Engines of Innovation”.

Sonhos e jogos imaginativos também podem nutrir a criatividade. O Sonho pode permitir que as ideias sejam atraídas durante o sono, levando à inspiração durante as horas de vigília, que é o estado cerebral Theta. O sonhar acordado também pode disparar neurônios que lhe dão acesso a idéias e soluções que se estendem abaixo da superfície de sua consciência, como Josie Glausiusz escreve em “Living in a Imaginary World”.

Segundo alguns pesquisadores, estimular o cérebro com uma corrente elétrica fraca para tornar o hemisfério esquerdo menos dominante pode até aumentar o pensamento criativo.

Na verdade, a criatividade é tão importante na medicina e na engenharia quanto em outras áreas vistas como criativas. Em “Creativity and the brain”, Evangelia G. Chrysikou explica como a inovação pode elevar as carreiras de chefs, presidentes de universidades, psicoterapeutas, detetives policiais, professores, engenheiros, arquitetos, advogados e cirurgiões.

Não perca tempo e liberte seu próprio eu criativo.

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