Design do interior

Design do Interior

Durante muito tempo o atual designer de interiores era conhecido como “decorador”. Atualmente teve suas funções modernizadas e ampliadas. Teoricamente este profissional planeja, concebe e realiza projetos de interiores residenciais, espaços comerciais e públicos, como escritórios, hotéis e restaurantes.
Dentro desta técnica visual de composição e contexto, o designer é um maestro de uma linguagem quase cenográfica, harmonizando ambientes, cores, iluminação, tecidos e objetos diversos, em uma sintonia fina entre o que é material e o que é percebido pela sensibilidade estética. 
Seu olhar deve ver várias dimensões, entendendo proporções e que personalidade visual ele deseja criar. Tudo isso sempre pensando em função e habitabilidade. 
Do ponto de vista cultural tudo carrega um signo que intuitivamente simboliza uma mensagem, um estado de espírito e uma frequência. Sim, um ambiente decorado tem este poder. Te leva ao passado, ao futuro, te dá sono, frio e até fome. Te traz narrativas e mexe com todo o seu sensorial. 
Pensando na casa como a construção de uma linguagem de quem a habita, tudo o que observamos externamente é um reflexo de um universo interno do morador.
Estamos atualmente vivendo uma grande mudança de diversos paradigmas e um novo designer de interiores emerge trazendo o design que vem do centro do peito, de dentro, das entranhas.
A cenografia humana que precisa ser manifestada e expressa visualmente. É mais do que  necessário criar novas ferramentas para planejar, conceber e realizar projetos de interiores. Uma co-criação de alma para alma e não uma vitrine. 
Arrumar uma simples gaveta pode destravar um processo de meses.
Tomar consciência do design do seu próprio interior é um primeiro passo para entender o externo, assim como perceber o que está manifesto visualmente ao seu redor é começar uma jornada para decifrar códigos internos ainda não manifestos.
Em uma reflexão, talvez a profissão de Design de interiores deva passar por um processo interno de auto conhecimento e imersão criativa para que juntos, designer e cliente, possam entrar em uma sintonia fina para a contrução de uma linguagem visual proprietária.
Mas sem dúvida, o melhor decorador de ambientes internos é você mesmo. Pelo exercício intuitivo de composição, contexto, cores, iluminação, tecidos, objetos e claro todo o processo de achar e configurar tudo isso com significado, uma tarefa para a vida toda de achar harmonia e expressão de um auto conhecer visual.

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